Publicidade

 
      Sexta-Feira, 24 de Março de 2006  
  Busca          
 
Assinantes
Apresentações
Power point
Aplicativos para Palmtop
Artigos Médicos
Biblioteca Virtual
Livros Médicos
Notícias de Saúde
Clipping de Saúde
Dietas
Literatura Médica
Central de Toxicologia
Conteúdo de Banda Larga
MDCONSULT
Update
Inscreva-se
Inscrição para Estudantes
Fale Conosco
 
  Usuário:    
  Senha:    
       
Esqueceu sua senha?
 
Educação Profissional
Alerta de Periódicos
Educação Médica Continuada
Links para Revistas Médicas
Pesq. Bibliográficas Lilacs
Population Reports
Revistas Médicas
Teses
Interesse Profissional
Bibliomed Corporativo
Congressos
Congressos Virtuais
Diretrizes Médicas AMB/CFM
Medicamentos Genéricos
Instituições
Serviços e produtos
Anuncie Aqui
Central de Downloads
Como Publicar
Conteúdo da Bibliomed
Conteúdo de Saúde Para
Websites e Publicações
Newsletters
Pacote Educacional
Bibliomed
Para Sociedades Médicas
Parcerias
Política de Privacidade
Serviços para Empresas
WIDS

BUSQUE EM


De que morrem os médicos

Neste artigo:

- Medidas Preventivas
-
Referências

"Os Médicos também morrem" diz um provérbio popular. É óbvio. E provavelmente morremos antes de muitos de nossos pacientes.

As estatísticas demonstram que os médicos não vivem muito, ocupamos o sexto lugar mundial em longevidade no mundo.

A historia também demonstra isso. Frederick Bauting, o descobridor da insulina, morreu aos 49 anos de idade. Claude Bernard pai da fisiologia moderna, morreu aos 65 anos. Albert Calmette, o descobridor da vacina da tuberculose, aos 59 anos.

O medico é o profissional que mais se expõe ao stress.

A razão é óbvia: lida com o mais valioso que tem o homem: sua saúde e sua vida.

O médico divide com seu paciente sua doença e seu sofrimento. Este stress faz com que ele, em muitas ocasiões, tenha tendência para abusar do álcool e não poucos caem nas redes das drogas.

A síndrome que em inglês recebe o nome de "Burn out" ("queimar se"), é mais comum entre os médicos do que entre os advogados, engenheiros, arquitetos ou farmacêuticos. Consiste em uma exaustão extrema psíquica e física. Ocorre quando o médico se sente incapaz para cumprir as funções que a sua profissão exige.

Na literatura, encontramos descrições de síndromes associadas às atividades profissionais dos médicos. A síndrome do "Burn out" ou síndrome do estresse profissional tem sido reconhecida como uma condição experimentada por profissionais que desempenham atividades em que está envolvido um alto grau de contato com outras pessoas. Esta síndrome tem sido definida como uma resposta ao estresse emocional crônico intermitente.

A síndrome do "Burn out" em profissionais da área de saúde é composta por sintomas somáticos, psicológicos e comportamentais.

Os sintomas compreendem: exaustão, fadiga, cefaléias, distúrbios gastro-intestinais, insônia e dispnéia. Humor depressivo, irritabilidade, ansiedade, rigidez, negativismo, ceticismo e desinteresse são os sintomas psicológicos. A sintomatologia principal se expressa no comportamento; fazer consultas rápidas, colocar rótulos depreciativos, evitar os pacientes e o contato visual com eles.

Um profissional que está "burning-out" tende a criticar tudo e todos que o cercam, tem pouca energia para as diferentes solicitações de seu trabalho, desenvolve frieza e indiferença para com as necessidades e o sofrimento dos outros, tem sentimentos de decepção e frustração e comprometimento da auto-estima (RODRIGUES, 1998).

Na Residência Médica, o estresse atinge o seu ápice. Os desencadeantes são vários: período de transição aluno-médico, fadiga, sobrecarga de trabalho, pavor de cometer erros e estão associados a diversas expressões psicológicas que incluem: estados depressivos, consumo excessivo de álcool, adição a drogas, raiva crônica e o desenvolvimento de um amargo ceticismo e um irônico humor negro.

Os médicos emocionalmente desajustados revelam algumas características comportamentais, das quais se destacam as seguintes (NOGUEIRA-MARTINS, 1991):

  • Uma dureza e frieza no contato com os pacientes e com as pessoas de um modo geral. O convívio familiar é interrompido ou postergado em função dos chamados e da agenda profissional.
  • O isolamento social faz com que o profissional se afaste do mundo não médico.
  • A negação dos problemas inerentes à profissão propicia ao desenvolvimento de atitudes arrogantes e aparentemente insensíveis.
  • A ironia e o humor negro que os médicos desenvolvem, em especial durante os anos de treinamento, é outra expressão de uma inadequada adaptação aos rigores da profissão.
  • Uma outra característica que revela desadaptação pode ser observada na atitude do profissional frente aos cuidados com a própria saúde (MELEIRO, 1999). Esta deformação adaptativa profissional se expressa pela tendência do médico a se autodiagnosticar e se automedicar.
  • Uma variante do mesmo tema pode ser encontrada no profissional que, além de médico de si mesmo, se transforma em médico da própria família, dos amigos e conhecidos. Profissionais que desenvolvem tais comportamentos, ao contrário do que possa parecer, estão profundamente desconfortáveis e necessitando de ajuda para se desvencilhar de uma verdadeira teia na qual se aprisionaram.

Segundo pesquisas (Martínez), a epidemiologia da Síndrome de "Burn out" tem aspectos bastante curiosos. Seu detalhado trabalho mostrou que os primeiros anos da carreira profissional seriam mais vulneráveis ao desenvolvimento da síndrome.

Há uma preponderância do transtorno nas mulheres, possivelmente devido à dupla carga de trabalho que concilia a prática profissional e a tarefa familiar.

Com relação ao estado civil, tem-se associado a síndrome mais com as pessoas sem parceiro estável. Algo diferente do estresse genérico, a Síndrome de "Burn out" geralmente incorpora sentimentos de fracasso. Seus principais indicadores são: cansaço emocional, despersonalização e falta de realização pessoal.

Infelizmente a síndrome do "Burn out" vem aumentando entre os médicos. A sociedade exige-lhe um padrão de vida elevado. Mas sua profissão, agora que a medicina se encontra nas mãos de agências do seguro da saúde, não lhe produz rendimento suficiente e obriga o a cumprir jornadas exaustivas de 12 ou 14 horas ao dia.

Em resumo, há na literatura evidências sugestivas de que uma parcela da população médica - 8% a 10% - seja um grupo de risco em relação a distúrbios emocionais, com maior vulnerabilidade psicológica que intervém na escolha profissional e precisa ser considerada no âmbito do planejamento das atividades médicas na graduação, na pós-graduação e na vida profissional. A insalubridade psicológica inerente à tarefa médica pode ser um importante fator desencadeante de distúrbios emocionais em estudantes, residentes e médicos predispostos ou mais vulneráveis (NOGUEIRA-MARTINS, 1989/90).

Medidas Preventivas

Diversos recursos têm sido propostos para prevenir as conseqüências da insalubridade psicológica do trabalho médico. A mais importante medida é a inclusão da Psicologia Médica nos cursos de medicina, orientando desde o inicio os estudantes para as vicissitudes da profissão.

Algumas medidas preventivas podem ser citadas e colocadas em prática:

- Tente modificar determinados comportamentos que o prejudiquem

- Procure comer alimentos saudáveis

- Realize exercícios físicos e de relaxamento

- Administre seu tempo de maneira gratificante

- Aprenda a dizer NÃO

- Delegue tarefas

- Não se deixe vencer pela frustração

- Cultive atitudes positivas

- Mantenha uma vida social ativa

- Não falte aos encontros familiares ou com amigos

- O primeiro sintoma do estres é o cansaço

- Outros sintomas são: irritabilidade, fadiga e tédio.

Nós médicos continuamos sendo os únicos trabalhadores especializados que temos de estar dispostos a atender nossos pacientes 24 horas por dia.

Somos escravos de nossa profissão e os escravos não são longevos.

O que é a Síndrome de"Burn out"

A Síndrome de"Burn out" out é uma resposta ao estresse ocupacional crônico e caracterizada pela desmotivação, ou desinteresse, mal estar interno ou insatisfação ocupacional que parece afetar, em maior ou menor grau, alguma categoria ou grupo profissional.

Trata-se de um conjunto de condutas negativas, como por exemplo, a deterioração do rendimento, a perda de responsabilidade, atitudes passivo-agressivas com os outros e perda da motivação, onde se relacionariam tanto fatores internos, na forma de valores individuais e traços de personalidade, como fatores externos, na forma das estruturas organizacionais, ocupacionais e grupais.

A Síndrome de"Burn out" traz conseqüências não só do ponto de vista pessoal, senão também do ponto de vista institucional, com é o caso do absenteísmo, da diminuição do nível de satisfação profissional, aumento das condutas de risco, inconstância de empregos e repercussões na esfera familiar.

Psiquiatria Web – psquiatria geral - Estresse – caderno especial


Karoshi, morte por excesso de trabalho

Uehata T
School of Humanity, Section of Human Nutrition, Seitoku University.

Karoshi (morte por excesso de trabalho) é um termo médico usado para designar pacientes sobreviventes de ataques cardíacos súbitos, doenças cardiovasculares como patologia coronariana isquêmica, infarto agudo do miocárdio e falho cardíaco súbito.

O primeiro caso registrado sobre KAROSHI (KARO= excesso de trabalho e SHI = Morte) deu-se em 1969, no Japão, quando da morte de um trabalhador de 29 anos, empregado da área de distribuição de jornais da maior empresa japonesa do ramo, por infarto.

A notícia popularizou o termo KAROSHI, o que em parte significou alívio para muitas viúvas, filhos e familiares, os quais até então não sabiam o porque da morte súbita destes pacientes.

As autoridades japonesas resistiram a princípio, ao reconhecimento desta patologia como sendo de origem ocupacional, mas a grande pressão social e o crescente número de viúvas e filhos que impetraram processos indenizatórios contra as empresas e o governo, fizeram com que a 1a indenização fosse concedida já nos anos 70.

Em Dezembro de 2000, passou se a admitir e associar a fadiga crônica em trabalhadores a ataques cardiovasculares. Como resultado da analise de 300 casos conclui se que 80 deles se enquadravam no quadro de Karoshi. O ministério da Saúde Japonês concluiu ser a patologia resultante de várias horas de trabalho continuo, por vários meses, especialmente sem recebimento de um salário, desta maneira, o ministério do trabalho propôs a diminuição de horas extras para um máximo de 45 horas mensais para cada trabalhador.

Nippon Rinsho. 2005; 63(7):1249-53 (ISSN: 0047-1852)


Referências

1 - Psychiatry On-line Brazil (7) Abril 2002

2 - Part of The International Journal of Psychiatry - ISSN 1359 7620 - A trade mark of Priory Lodge Education Ltd

3 - NOGUEIRA-MARTINS, L.A. - Saúde Mental dos Profissionais de Saúde. In: BOTEGA, N.J. (org.) Prática Psiquiátrica no Hospital Geral: Interconsulta e Emergência__. Porto Alegre, Artmed Editora, 2002, pags.130-144

4 - Universidade nacional de Colômbia. Fundação Santa Fé de Bogotá Cirurgia Plástica Americana Ibero-Ibero-Latin - Vol. 31 - Nº 1 de 2005 157, Bogotá, II-05

Copyright © 2006 Bibliomed, Inc. 21 de Março de 2006.

INÍCIO | ABOUT | CONTATO | QUEM SOMOS | IMPRENSA | CONDIÇÕES DE USO | NOSSO OBJETIVO

                                                                                                    © 2000 - 2006 Bibliomed, Inc. Todos os Direitos Reservados